sábado, 17 de outubro de 2009

Voa, voa...

Os versos com parcimônia
Desfilam nas linhas
O garoto que nunca se foi
Faz mais uma travessura
Rouba-me a revoada
Em que andorinhas
Dançavam para viajar ao norte.

De longe, se ri
Desdenha e desconhece.

Fazer da ignorância
Essência de felicidade
É bem comum.
É ela sequaz da Loucura
E que frutos dá esta,
Senão a felicidade
Dos que assistem ao espetáculo,
Dos que ignoram?

Se todo desconhecido
É ciência
É medo
É Deus...
E traz felicidade...
Ando rota, quixotesca, atéia,
Troglodita, sã, sóbria...
... E nem tenho andorinhas
Para evadir-me.