Minhas palavras doces ou dilacerantes – creia-me.
Não é outra senão eu
Não há outra senão eu.
Minhas dúvidas eternas – responda-me.
Minhas buscas de almas – atende-me.
Não é outra senão eu
Não há outra senão eu.
Quem sorri idiota para o cristal líquido – veja-me.
Quem tem reticências para o medo – enxerga-me.
Não é outra
Não há outra...
Feito de cadência e velocidade das partículas é o caminho.
Parece que uma película fina nos separa
Mas desvio o olhar e vejo montanhas.
O céu tem fim num verde, preto ou vermelho limite.
... Quisera eu fosse num líquido.
Mas acredita-me, responda-me, veja-me
Não é outra
Não há outra.
Pois à soma de tudo sou eu,
Nem a velocidade do elétron é maior
Que a unidade de tudo que me sai e lhe chega.
De tudo sou a única fonte.