Mostrando postagens com marcador borboleta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador borboleta. Mostrar todas as postagens

Sonho II

Acreditava-me besouro
Ser de dura carapaça e insistência
Sem sentir choques
Sem conseguir grandes vôos.

Hoje me sei borboleta
Leve, frágil,
De brilhos e algo bela,
Vida inquieta e efêmera.

Delicada me sabes
Frágil e ágil
Com cores
Pudores e ousadia
Mas não me vês possível:
Contas o numero de montes
e flores entre nós :
Achas intransponíveis.

Vês minha beleza fugaz
E a supões superior
Ao prazer de fato.
Ainda que, de fato,
só acredites no prazer.
Subestimas o alcance de meu vôo
Acreditando que vou ao longe, não em profundidade

Enquanto isso,
Sonho quebrar as redomas em que vivemos.

Foto: Bárbara Hasse

Sonho I


Agora me resta a dúvida:
Tudo se resume à bolha
de sabão que,
tocada, estoura?
Esse cristal que nos separa,
separa também realidades
e faz seres diferentes de nós
se encontrarem?

Esta espera e este desejo
terão sido em vão?
Serão eles menores,
quando extinguirmos a distância?

Vago etérea em sua mente.
Vagas pesado e concreto na minha.

Imaginas mil sonhos meus
exceto o único verdadeiro:
Aquele em que te encontras
de olhar dócil e toque sensível
Amparando-me as patas leves
deixando libertas minhas asas.