domingo, 25 de setembro de 2011

Comigo... migo... migo...

Por que
as palavras
são ásperas,
as pessoas
são más
Vejo esse facho de luz
E os raios não me atingem?

Esta cela
de paredes
sempre frias e úmidas
Esse congelamento dos membros
que me impede ficar de pé?

Aqueles versos lindos
que penetram nos olhos
rasgam o coração
e embaralham o cérebro?

Ser abominável este,
que tem grilhões aos pés
desconhece a própria face
e dilui todas as possibilidades
à fresta!

Foto by tfowler_1997