domingo, 25 de setembro de 2011

Comigo... migo... migo...

Por que
as palavras
são ásperas,
as pessoas
são más
Vejo esse facho de luz
E os raios não me atingem?

Esta cela
de paredes
sempre frias e úmidas
Esse congelamento dos membros
que me impede ficar de pé?

Aqueles versos lindos
que penetram nos olhos
rasgam o coração
e embaralham o cérebro?

Ser abominável este,
que tem grilhões aos pés
desconhece a própria face
e dilui todas as possibilidades
à fresta!

Foto by tfowler_1997

9 comentários:

  1. Ual Gi ... vc tão densa, em poucas palavras joga a gente no abismo, rssss beijokas Ana Cristina

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  2. Obrigada, Ana!!

    ... Seja sempre bem vinda!
    Beijos!!

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  3. Sempre lindos, seus poemas tem algo a dizer que ainda acredito só ser dito pela metade... Adoro seus escritos e todo resto em te.

    Xero

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  4. Também achei denso... e complexo... e mágico... e não sei se é amigo ou inimigo... migo...migo...

    De fundir a cuca!

    Adorei!

    Beijos =)

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  5. Rsrs amigo ou inimigo é profundo... Há sempre um dualismo nas palavras: o bem e o mal, mas as 'palavras' não tem culpa de nada! A culpa é toda nossa " Esta cela de paredes sempre frias e úmidas"... sempre escondidas de nós, talvez por isso, a observação do amigo, 'só ser dito pela metade'. Eu acho que a outra metade só pertence a cada de nós, por mais que tentamos ver, ela não é visível aos olhos.
    Parabéns, Giselle! Você continua excelente.

    Dulce, 20/10/2011

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  6. Obrigada pelas mensagens,

    Dulce
    Nadine
    Jurandir...

    Nossas palavras nem sempre nos traduzem, outras vezes traduzem em língua desconhecida... rss
    Mas é muito bom ter a riqueza de opiniões de pessoas tão especiais!

    Um abraço a todos!!

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  7. Sua poesia cresceu, está mais madura, mais arrebatadora e continua belíssima e original. Gostei de revisitar os seus versos. Parabéns! Um grande abraço.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Obrigada, Poeta, por sua visita!
    Sou apenas poeira, aprendiz...
    Abraços!!!

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