sexta-feira, 23 de julho de 2010

PhD

Vejo tua sombra:
Enxergo através da lente
Tua alma sedenta de amor
E de holofotes.


Observo tuas pegadas...
Detecto aquelas cambaleantes,
Que tua pretensão e arrogância
Apagam todos os dias
Para acreditares
Que a perfeição tem teu nome.

Minhas humildes eloqüências
São pirita
Enquanto és a pedra filosofal.
Até teu Deus é mais santo
E conversa contigo todos os dias,
Em horário e sotaque britânicos.

Pela Lei da compensação
Tua estatura é menor
Que teu ego.
Pelas leis do destino
És meu karma
Minha cruz

Pelas leis da eletrostática
Nos atraímos
Sem fusão.
Sem que nenhuma lei
Ordene, limite, obrigue
Estás no meu caminho.

O raio que caiu no campo
Queimou, fundiu
Deixou tua marca.
Estás lá,
Quando olho para trás
E não sei se és passado
Ou futuro.



4 comentários:

  1. 'Sem que nenhuma lei
    Ordene, limite, obrigue
    Estás no meu caminho.'


    Que lindooo, Gi!

    palavras lindas e encantadoras, perfeita simetria!

    beijos, flor :*

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  2. Obrigada, Karine!

    ... Sua visita é sempre bem vinda! ;)

    Beijos!

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  3. Adorei este poema cheio de intensidades e golpes. rs

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  4. Rss...
    "Intensidades e golpes"... as palavras podem ser armas fatais, não é??? rss
    Abraços, grata por sua preciosa visita, mais uma vez! ;)

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