domingo, 14 de setembro de 2014



Então é este seu esconderijo?
É por estas frágeis palavras
e heroicos poemas
que se esconde o pré-homem?

Sem asas ou saltos livres
é por este precipício
que se joga a cada noite
com luzes e drogas artificiais?

Deste orifício
sem lentes
é que escande
as almas desconhecidas?

Nesta mesa
sem cores
é que cria
a suavidade da pele
que jamais tocou?

Sobre estes lençóis
de austeridade e soberba
é que se coloca
entre mendigos
de ruas boêmias?

É por este fiapo de luz
que vislumbra
seu inquestionável mundo
de criaturas repugnáveis?


2 comentários:

  1. Gi, lindo, genial! Saudades de ti minha amiga!

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  2. Obrigada, Didi!
    Saudades de você também!
    Grande abraço!

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