domingo, 20 de setembro de 2009

Diário

Hoje podei rosas
Reli manifestos, coletei gotas de carinho.

As rosas, algumas na roseira,
Outras no vaso – reviverão
Momentos de seu tempo-raiz
E poderão aos botões desabrochar
- Como no tempo-raiz.

Manifestos jamais serão serenos.
São gritos – hoje mudos,
Hoje desmedidamente insanos,
Por não se saber mais raiz.

Carinhos em chuvas, garoa,
São melhores!
Colho gotas, orvalhos...
Talvez acumule pequeno frasco
- Daqueles que se põe uma gota
Na taça dos delírios...

... Mas essas gotas irão
- E virão
Em palavras, imagens,
Objetos imantados à porta gélida
- E farão uma coleção de carinhos
Do mundo inteiro!

Terei versos no vaso,
No papel,
No frasco,
Na porta,
Nos olhos...
... Um dia nas mãos!









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