domingo, 7 de março de 2010

Dia improvável

No dia improvável,
Recebi seus agrados
Sorri abertamente à música romântica e maldizente
Li suas confissões
E acreditei que eram unicamente para mim.

No dia improvável,
Recebi visita inesperada
A chuva foi refrescante
E lavou minha alma
Como as três puras palavras,
Recebidas como presente por criança.

No dia improvável
Contei quantas metades de livros li
E soube a razão de não ter lido as outras metades
Coloquei em exposição as capas daqueles
Que ainda não leio

Não é hora
Com a certeza de que terei
Um dia improvável
Para sorrir de todas as metades não lidas.

Minha alma é grande
E não cabe nos livros
Nas telas
Nestas quatro paredes.

Foto by Kyle May

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