sábado, 6 de junho de 2015

Tela

O tapete verde se estende
do asfalto às bainhas das matas.
Esparsos, coqueiros
sem brilho
Onde pontos brancos pastam.

Rasgando chão vermelho,
rastros de homens, muares.
Na encosta desnuda
ninhos de térmitas redesenham o relevo.

Vez ou outra,
Encravam-se no mato
casebres inacabados
currais improvisados
os casarões com cenário próprio
recepção de ipês,
mulungus centenários.

Nos cortes, samambaias
orquídeas endêmicas
cristais entre silte.

Colinas a perder de vista
de eucaliptos.
Os animais já nos abandonaram
somente prateadas imbaúbas
tardias acácias
Desafiam o verde.

3 comentários:

  1. Que bom que voltou a postar minha amiga! saudades!

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    1. Obrigada, Didi! Tem faltado tempo, mas não sumo! Saudades de você também!

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