domingo, 12 de abril de 2009

Cabeça oca!

Cabecinha oca, põe peneiras!

De sua incompetência
é que o coração vai à falência!
De seu alheamento
é que o parasita no coração se instala!

De vez em quando o aperta até doer
Outras vezes, o faz bater descompassado
Às vezes sufoca pela garganta

Deixa as pernas bambas
As mãos suam
Ou se congelam
Perdem ritmo e o equilíbrio

Não vê estas letras trêmulas?

A visão ofusca, a ilusão toma espaço

E, gradativamente, há de ocupar todo o oco.

2 comentários:

  1. Adorei o poema!!!
    Quantas cabeças ocas existem... e teimam em deixar as ilusões preencherem o vácuo :D
    Gosto da clareza com a qual você expõe as sensações..."pernas bambas", "mãos que suam"... O tátile o sensível juntos...
    Abraços!
    N.G.

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  2. Obrigada, Nadine!

    Faltam peneiras a essas cabecinhas ocas... é isso!!! Rss
    É óbvio demais, não é??? Queria que fosse... rss

    Abraços!

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