sexta-feira, 24 de abril de 2009

Inventário

Onde estão teus sorrisos,
Onde está tua voz?
Onde estão teus versos,
Tuas frases em latim?

Pousa em mim os olhos
Usa teus óculos mais adequados.
Coloca-me do avesso,
Abra minhas feridas.

Se encontra aqui tudo
Que deixaste revirado
As chagas abertas,
A alma nudez precipitada.

Faças pelo menos recolher
Os restos que se esfarelam.
Leva seu qualquer sentido-verso-senso.
Eles ocupam lugar que deve ser alienado.

5 comentários:

  1. Giselle:
    Emocionante...deveras tocante...
    Um daqueles poemas que sentimos a emoção do "eu lírico"....angústias muito bem colocadas..sem dramas...com toques ritmicos que dão leveza...
    Adorei!!!!
    Abraços.

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  2. Oi, Nadine!

    Por que não se faz, naquele especial momento, um inventário no coração? Deixa-se sempre um resto para trás, ocupando espaço???

    ...Não!!! Esse espaço deve ser alienado! Contendo seus devidos pertences, livre de fantasmas!!! Rsss

    Obrigada, sempre!

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  3. É verdade... levantar os bens deixados outrora... e abandonar lacunas...ou melhor...preenchê-las...
    Obrigada por sempre estar disposta a levantar questionamentos poéticos comigo..muito me enriquecem...
    Abraços!

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  4. Boa Noite,
    Giselle.
    Cada vez que leio o que vc escreve eu te descubro mais. No que se refere a sentimento, pessoa, e até personalidade. Como foi citado acima esse poema é emocionante...
    Só os poetas conseguem um Inventário de si mesmo é de nós,consequentemente!!! rsrsrs
    Um Inventário no coração e diria na Alma!
    Fantástico!!!
    Abraços!

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  5. Obrigada, mais uma vez pelos comentários, Dulce!

    Abraços!

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