domingo, 5 de julho de 2009

Sarau

Como se declamássemos
De nós
Entre nós
Nos mostramos
Às vezes sós
Às vezes pós

A platéia muda
Ou em aplausos
Não absolutamente convencida
Não mudamente reprovando.

Em tudo há pelo menos
Uma guanina
Uma citosina
Em sequência correta
Em concordância com
Nossos passos
Nossos passados.

Valham-nos todos
Valham-nos partes
Pois os poemas são vividos
Pois nos traduzem.

4 comentários:

  1. Nossa o " Sarau " de poemas anda vasto, maravilha. Vejo que andei sumida, mas não deixei de admirar esse, e outros como: Criação,Revoada, Fonte Inesgotável e as poucas coisas detestáveis rsrs. É difícil alguma coisa ser detestável aqui, vc sempre tão segura, correta, em concordância com o " Mundo " esse que nos inquieta e nos desafia!! Mas algumas pessoas como vc nos dar a chance de ver um mundo visceral e verdadeiro... A sua sutileza é inesgotável, parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Obrigada, Dulce!

    ...Como sempre, apreciações generosas...
    A inquietação e o desafio não devem nos abandonar nunca, assim penso...

    Abraços!

    ResponderExcluir
  3. Poemas que são como DNA...rs...
    Nos pertencem...
    ...Carregam nossas particularidades...
    ...Cantam suave o que nossa alma grita...
    Gostei do jogo sonoro na primeira estrofe...
    Sentido e lido!
    Abraços!

    ResponderExcluir
  4. Obrigada, Nadine!

    Seus comentários são sempre carregados de sensibilidade - e de um descortinamento afinado!
    É sempre muito bom tê-la aqui!
    Abraços!

    ResponderExcluir