quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Monólogo

O que mais ressalta
Desse vácuo deixado
Entre nós é a ausência
Das conversas intermináveis
De questionamentos das verdades
Mais absolutas
Madrugadas de críticas
Ferinas
Desapego com as convenções
Liberdade que meus pensamentos
Experimentaram
Pela primeira vez.

... Ressalta, vez ou outra,
Minha impaciência com a superficialidade.
Terei eu envelhecido,
Amadurecido,
Desabrochado?

Não me descobri outra.
Retirei o manto de sobre mim
- eu, que sempre estive!











Foto by Guilherme Bonnes

5 comentários:

  1. Lindo poema, parabéns...Sentimento alimentado de palavras exatas.Com um final que vale ouro...

    "Não me descobri outra.
    Retirei o manto de sobre mim
    - eu, que sempre estive!".

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  2. Obrigada pelas palavras e pela visita, Sidnei!

    Sua visita será sempre bem vinda!

    Abraços!

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  3. Um dos seus poemas que mais gostei, Gi. Concordo com o Sidnei. Grande sacada a dos últimos versos, ficaram ótimos.

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  4. Obrigada, Marco!

    Fico feliz pelo comentário positivo de vocês, cujo trabalho admiro tanto.

    Abraços!!!

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  5. Essas palavras me lembram, como diz uma amiga minha sempre em tom de tristeza (risos)
    "Lembra-me algo que não tenho mais, mas que lastimo a falta"

    Senti uma conexão inexplicável com esse poema, adorei, só posso dizer obrigado por nos proporcionar tão belas leituras.

    Abraços, paz!!!

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