domingo, 13 de maio de 2012

Horas e sementes

Viajei a lugares desconhecidos

Mentes, cidades

Pernoitei assentada

Em sonhos irrealizáveis

Em aeroportos, rodoviárias


Com peneira de fina malha

Aparto o que cai

Grãos que me cabem

E sementes errantes


Esse rio

Superficialmente sereno

Profundamente turbulento

Não constava nos sonhos

Moldou-se

Às minhas vistas

Pela goiva, formão

Palavras, desejos.



10 comentários:

  1. Belo!
    Os últimos versos: de arrepiar!

    O constraste... formão - formar - adorei o jogo... está denso (sempre o é ;) )

    Beijos =)

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  2. Nadine, adoro suas visitas!
    Abraços!

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  3. Na medida, teu espaço. Teus versos.

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  4. Belos versos, prezada amiga! Sigo-te doravante!

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    1. Muito obrigada, Cristiano!
      Devo visita e palavras!
      ... Sinta-se à vontade!
      Abraços!

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  5. Que poder tem sua subjetividade
    poética de modelar rios
    pelos sonhos
    palavras
    goiva
    modelar rios numa xilogravura
    mental
    mexeu com meu coração
    lindo poema poeta
    realmente teu poema
    arde dentro da gente.

    Luiz Alfredo - poeta

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    1. Obrigada, Luiz!
      ... Feliz por ter versos seus!
      Abraços!

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  6. Tem cor, tem cheiro e tenho saudades!

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  7. Obrigada, Van!
    ... Saudades também!
    Abraços!

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