Surpresa!


Você vende em versos seu mais novo espetáculo...

Não creio.

É nova arte, habilidade desconhecida

Mas seus olhos brilham

E desafiam minha incredulidade,

o cenário popular e pouco afeito a seu refinamento.

Sim, afirmo e asseguro minha presença diante do palco...

Não me fará mal lhe dar mais este voto de confiança...

... Afinal, seu delírio pode ser maior que o meu.


Foto by ^Diana^

Púlpitos???

Às vezes cometo erros gramaticais
Propositalmente

- Mostro que não estou e não quero o púlpito.
Outras, cometo erros óbvios

- Não sou obra acabada!

Lapido minha alma com grosseiras ferramentas.
Não sou ou não quero.

Deságuo, entorno
Minhas palavras não se lapidam.


Das curas...

Que palavras lhe diria, com dom de calafetar?
Aqui o calor derrete
... E penso que a brisa do mar teria
esses dons que você procura nas palavras.
Desconheço as grandes teorias:
A solução de tudo está em coisas simples
- Simplórias.

Preguiça, acomodação, resignação?
Os mares turbulentos que conheci dizem não
O prejulgamento, a análise superficial
Dizem que a alma se contenta com pouco.

Eu digo que a alma se dobra ao que lhe convém
Propositalmente
Ou não.
Que procura você no mar?

A água pode molhá-lo e nunca lavar sua alma
Essa brisa úmida deveria lhe ser suficiente
Para atravessar a alma,
Limpá-lo como um filtro
E não entorpecê-lo pelos olhos.




Foto by Whirling Phoenix

Obrigada!!!

... Desde o dia 01 de março de 2009 tenho aqui postado minhas memórias, reflexões e sentimentos...
Olhos que não vejo,
Faces que se transformam diante de minhas palavras,
Imagens que não ouso conceber,
... Tudo se fez, se criou e se formatou em mais de 1000 visualizações!
... Mesmo àqueles que, sem postar sua opinião, visitaram esse blog...


Fica aqui meu agradecimento:
Muito obrigada por sua visita!



No escuro

Permita-me mostrar
O que na caverna há:
Escuro, suas sombras

Imagens rupestres
Animais de luz própria
Que jamais viram a luz

A água, invisível
Molha e esconde
Restos, fatos e eras

As paredes, intocáveis
Cristalizadas
Montam, esqueletizam
Quebra-cabeças e lixiviações

Mas vá, que lhe mostro...
Entre
Mil novidades há
Onde não há claustrofobia.



Salvavidas

Para esta classe tenho
o correto envelope:
guardo
dobro
colo
Lanço à decomposição ou às chamas
A indignação
a decepção
a tristeza
não há chama que consuma
ou bactéria que degrade.
Assombram eternamente
veneno que se injeta nos olhos.
Eles se inundam
e não sabem nadar.
Cápsulas absorvem
a inundação,
a indignação
a decepção
e a tristeza.
Mas não fecham as portas dos sonhos
Nem as sentinelas de desconexos

fragmentos de pesadelos.


Sublima!

Falar-lhe não posso
Confessar-me não devo
Vê-lo enjaular-me-ia
Ouvi-lo embriagar-me-ia
Sublima, imagem, verso!

Sublima...
Coração com feridas!
Esta alma está farta
Do que falta.

Conjecturas, hipóteses, teorias
Tudo está nos fios,
nos arquivos, nas mentes
... E não fazem efeito
... E esquivam-se do sentido.

Um cigarro:
Desfaça-se na fumaça tudo,
Aspirando até o último pedaço de fumo!
Esgote-se tudo que não foi vivido
Esgote-se todo verso lido, escrito, pensado.

Uma dose
No amargo
No ardente
Sinta-se de uma só vez
Todo o sabor que devia ter.

... Sublima!